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O Agrarismo Mexicano tornou-se um movimento que embora passível de
comparação com outros movimentos semelhantes no mundo, tem contornos
inegavelmente mexicanos. O México por diversos aspectos de sua construção
nacional misturou a identidade nacional com a latino-americana, confundindo-se
e servindo como modelo alternativo. O Agrarismo foi também um movimento
bastante multifacetado e muitas vezes agrupando correntes ideológicas
contraditórias. Uma das vertentes do Agrarismo Mexicano estiveram os comunistas
e por um período, durante a décvada de 1920 tiveram importância na política
nacional e foram centrais para a política do PCM. Três militantes se destacam
nesse movimento: Primo Tapia, José Guadalupe Rodríguez e Úrsulo Galván. Este
último tendo sido importante membro do CC do PCM e dirigente das Ligas
Agraristas. Nos concentraremos no processo de aproximação do PCM com o agrarismo, que obriga o Partido a
debater formas de organização camponesa, Revolução mexicana e particularidade
das revoluções agrárias em realidades como a América Latina.
Utilizaremos como fonte as resoluções, atas e documentos da Liga Nacional
Agrarista, da qual os militantes do PCM faziam parte, artigos do El Machete e alguns documentos da IC
sobre a questão agrária.